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Página de doutrina Batista-Calvinista. Cremos na inspiração divina, na inerrância e infalibilidade das Escrituras Sagradas; e de que Deus se manifestou em plenitude no seu Filho Amado Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, o qual é a Segunda Pessoa da Tri-unidade Santa
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terça-feira, 13 de setembro de 2016

ESBOÇO de PREGAÇÃO EM SALMOS 91.10-13: “A PRESERVAÇÃO DO CRENTE”


Jorge Fernandes Isah
 





“Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.
Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.” (Sl 91.10-13)



INTRODUÇÃO

- Este trecho é a continuidade do verso 9.

- Se Deus é o nosso refúgio e habitação, nenhum mal nos sucederá ou acometerá.

- No entanto, a qual “mal” o salmista se refere?

- Ora, a inimizade com Deus é o mal supremo, o mal dos males, de onde procedem todas as outras malignidades, uma vez que o Senhor é o Bem Supremo e não tolera qualquer mal, desde o mais ínfimo até o mais grave.

- O mal, como Agostinho escreveu, é a ausência do bem.

- Portanto, a origem de todos os males advém de um único mal: a recusa do bem; a rejeição a Deus.



O MAL PRODUZIDO NO/PELO HOMEM

- Por causa da Queda, no Éden, a transgressão de Adão e Eva, o mal está em nós.

- Ele nos levará à destruição.

- A perda da saúde, a velhice e as doenças são consequências do pecado, os frutos podres colhidos na árvore do mal, daquilo que há em nós e nos destruirá, em definitive, mais dia, menos dia.

- O objetivo final é a morte física, a última morte na existência humana.

- Já que o homem está morto espiritualmente desde o seu nascimento.

- O pecado é o que mantém o homem em constante estado de malignidade.

- É o que diz a Escritura em João 8.24:

“Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados.”


- E em Romanos 7.5:

“Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte”



O MAL COMO OBRA DO DIABO

- Satanás foi o primeiro proponente do mal, ao se rebelar nos céus, juntamente com os seus anjos.

- Assim, o mal tem sempre uma ligação direta com ele (o seu idealizador), seus anjos ou seus servos (agentes humanos).

- Em João 8.44, o Senhor Jesus nos diz que o diabo somente produz o mal (não há qualquer centelha de bondade; ele é todo mal); e como inimigo da humanidade quer destruí-la, ainda que ofereça prazeres voláteis e ilusórios, como um veneno inodoro e insípido, ou uma droga, porém, mortal (questiona-se muito se as drogas matam, do ponto de vista físico. A próprio sociedade, com seus hospitais e cemitérios, prova-o. Do ponto de vista espiritual, é uma morte certa).

- Em Atos 10.38 encontramos a afirmação de que existem certos homens oprimidos pelo diabo.

- Em Efésios 6.11, lemos que Satanás arma ciladas para os homens.

- Em 1Pedro 5.8, constata-se que ele está ao nosso derredor, como um adversário, pronto a tragar os descuidados e iludíveis.



DEUS USA O MAL PARA O NOSSO BEM

- O mal existe; é um fato.

- Os homens não estão imunes a ele, até mesmo porque há o mal em seus corações.

- Contudo, Deus usa o mal para proveito do crente, não no sentido de deleite, satisfação ou gozo, mas no sentido pedagógico, santificando-o à maioria das vezes e livrando-o do mal, tanto o circunstancial como o absoluto.

- Cristo veio para nos dar vida, e vida abundante. Não são os bens, as riquezas, belezas e os deleites do mundo, mas uma vida plena e satisfeita em Deus. Sendo ele a vida, se estamos nele, também seremos cheios, completos, da sua vida; e nada nos faltará, ainda que não tenhamos o conforto e a abastança que consideramos carnalmente “meritórias” para nós.

- Se entendermos que tudo procede de Deus, e de que nada nos pode ser dado sem que a sua vontade seja manifesta, parafraseando Jó, se recebemos de Deus o bem, não receberemos também o mal?

- Acontece que o mal tem um caráter decretivo, dentro da sabedoria, perfeição e santidade divinas, e ele não produz o mal, pois não o pode fazer, mas as suas criaturas encarregam-se, livremente, de produzir aquilo que, dentro do seu decreto eterno (o qual é igualmente santo e perfeito), ele estabeleceu para a sua glória.

- O caso de José, relatado em Gênesis 50.19-21, é uma dessas situações:

“E José lhes disse: Não temais; porventura estou eu em lugar de Deus?
Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida.
Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos filhos. Assim os consolou, e falou segundo o coração deles”

- Assim como aconteceu com Jesus, descrito em Atos 4.25-28:

“Que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs?
Levantaram-se os reis da terra,E os príncipes se ajuntaram à uma,Contra o Senhor e contra o seu Ungido.
Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel;
Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer.”

- E também nos é revelado em Hebreus 12.6-8:

“Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho.
Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?
Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos.”

- Deus usa de toda a instrumentalização da criação para nos preservar do mal.

- Isso não significa nos afastar dele, do mal, mas não deixa que o o mal nos destrua ou domine sobre nossas vidas.

- O mal nos espreita nas pequenas ou grandes coisas da vida, mas Deus nos assegura a proteção, por intermédio dos seus mensageiros, os anjos, ou por sua ação direta na Criação.



CONCLUSÃO

- Em suma, por maiores adversidades que o crente passe, Deus nos preserva do pior dos males: a inimizade consigo.

- Ele nos preserva de sucumbir às nossas debilidades.

- Por mais que nos espreite, e até nos traga algum dano, neste mundo (as perseguições, calúnias, dores e morte), o mal não produzirá mais do que a fé, disciplina, santidade e, o mais importante, a comunhão com o nosso Senhor, pode gerar: uma vida abundante e gloriosa; porque somos alvos do amor eterno de Deus.






sábado, 27 de agosto de 2016

Esboço de pregação em Salmos 91.9: "O Senhor é a nossa morada"





Jorge Fernandes Isah



INTRODUÇÃO

-       O salmista se dirige a Deus, novamente.
 - Ele repete, afirmando, que Deus é o seu refúgio.
-      Remete-nos às mensagens anteriores: Não tememos porque o Senhor é uma Fortaleza inabalável, e nele estamos seguros.
-      Mas, o que é um refúgio?
-      É o local para onde se foge ou corre para se escaper de um perigo.
-      Por exemplo, em uma batalha, sempre há a preocupação de se seconder do inimigo, de maneira que ele não nos veja e possa nos atingir com suas armas. Por isso, procura-se proteção, buscar um local onde ele, o inimigo, não possa nos alcançar ou atingir.
-      Buscamos amparo, abrigo.

ONDE ESTÁ O NOSSO REFÚGIO?

ISAÍAS 32.1-2
-      Temos a descrição do Reino de Cristo, o qual é justo, santo e pacífico, porque o Rei assim o é.
-      O profeta afirma que haverá um Rei, e ela nos remete ao Cristo, o qual é o nosso refúgio e esconderijo contra as vicissitudes da vida, contra nós mesmos, contra o reino das trevas.
-      Nele encontramos Descanso, proteção e paz.
-      Somos confortados e descansamos em sua sombra.
-      Somos saciados em nossa sede por segurança e paz.
-      O pecado como uma aflição e perigo da alma.
-      Cristo nos recolheu e nos ajuntou como povo, tirando-nos do lugar de perigo e destruição no qual estávamos; e, como família, tornando-nos confiantes e seguros, protegidos no seu amor infinito.
-      Ele é a grande Rocha na qual os sedentos por paz se refugiarão. 

O JURAMENTO DE QUEM PROMETE

HEBREUS 6.13-19
-      Quando Deus promote, ele cumpre.
-      Não há variação em Deus, pois ele é imutável.
-      Assim, suas promessas são eternas e imutáveis.
-      Ele abençoando, seremos abençoados. Ele multiplicando, seremos multiplicados em suas bênçãos.
-      Infinita é a sua misericórdia, bondade, graça e bênçãos.
-      O conselho ou plano e a promessa de Deus são as duas coisas imutáveis na vida do crente
-      Por isso ele é o nosso refúgio.
-      Devemos confiar, pois ele jurou, pelo seu nome, que cumprirá todas as promessas.
-      Contudo, fica a pergunta: devemos correr para Deus apenas quando as coisas apertam? Nos momentos de angústia e perigo?
-      Quando o mal se avizinha prontamente para nos tragar ou derrubar?
-      Porém, se estamos no Senhor, os perigos podem nos rodear, nos fustigar, nos ameaçar, mas estaremos seguros de que não seremos tocados.
-      Novamente é nos trago a ideia do temor; de não temer pois confiamos em quem é poderoso para nos guarder.
-      Pois corremos porque tememos.
-      Fugimos porque o perigo é muito maior do que nós, e pode nos destruir.
-      Contudo, há alguém maior do que Deus? Não!!!
-      Se estamos nele, não tememos, nem precisamos correr, pois já estamos no refúgio inexpugnável que é o próprio Deus.
-      Mesmo em meio as aflições, angustias e perseguições, mesmo diante da morte, confiamos, e não tememos.
-      Não foi o que o Senhor nos disse?

A ENTREGA TOTAL

LUCAS 22.41-43
-      O refúgio não significa o ato de Deus nos livrar, para depois corrermos como loucos ao encontro do perigo, novamente.
-      E não há perigo maior do que viver em um local inseguro, onde poderemos ser destruidos a qualquer momento.
-      O tolo acredita estar seguro, entregando-se ao pecado, aos vícios, como se nada pudesse lhe acontecer.
-      Se ele não buscar o refúgio verdadeiro, em Deus, sucumbirá à sua prepotência e loucura. Pois o pecado, no momento exato, cobrar-lhe-á o pagamento, o salário, devido: a morte!
-      E Cristo está diante de uma séria e gravíssima ameaça: a morte!
-      Em sua angustia, ele pede ao Pai para afastar dele o cálice de seu próprio sangue a ser derramado.
-      Porém, ele concluiu: “Todavia não se faça a minha vontade, mas a tua” (v.42).
-      Cristo se entregou ao Pai, ao Conselho eterno traçado pela Trindade, disposto a, mesmo na maior dor e sofrimento, ser obediente, e não temer, não se acovardar, nem abandonar a sua missão.
-      Isso é entrega total!! E a obediência perfeita!!
-      Sem murmurações; sem acusações; sem ofensas (como as proferidas pela mulher de Jó); sem vitimismo; sem revolta e desobediência.
-      Cristo não foi isolado da sua missão, nem a abandonou.
-      Então, entregando-se nas mãos do Pai, é visitado por um anjo do céu, que o fortalecia.
-      O consolo e o fortalecimento chegou na hora mais amarga, no momento do sofrimento mais agudo.
-      Cristo cumpriu o seu encargo, seguro de que o Pai guardava o seu espírito. 

QUER DIZER QUE AS PROMESSAS DE DEUS PODEM SE CUMPRIR OU NÃO?

    - Pensar assim é um equívoco. Deus cumprirá sempre as suas promessas, mas onde está escrito que não passaremos por tribulações e lutas?
-      Muitas vezes acontece de não termos as orações atendidas.
-      Pedimos por alguém doente, viciado, ou em constante perigo (como os missionários, por exemplo), e, no fim, não há livramento para eles.
-      Sucumbem ao sofrimento, à tortura, à morte.
-      Quer dizer que Deus falhou? Jamais!!
-      Estes homens e mulheres, se conhecem a Deus, e fazem dele o seu esconderijo, são preservados até a morte, e mesmo na morte.
-      Porque é o Senhor quem nos preserva e guarda, especialmente daquele dia ruim, o dia em que todos, sem exceção, estaremos diante do  seu Tribunal. 
          No entanto, o nosso Advogado dirá “inocente!”; porque foi ele mesmo a pagar a pena que não podíamos pagar, livrando-no0s da sentença, tornando-nos livres da condenação. Não é uma possibilidade, mas uma certeza de que, de fato, ele nos lavou pelo seu sangue e nos fez mais alvos do que a neve.

CONCLUSÃO

JOÃO 14.1-3
-      Cristo nos levará para as moradas celestiais.
-      Preparadas eternamente por Deus para aqueles que amou, buscou e guardou, para os co-herdeiros de seu Filho Amado.
-      Pelo sacrifício de Cristo, movido pelo seu amor, temos um lugar, uma habitação em Deus. Não é apenas um lugar onde o encontraremos, mas já o temos encontrado, aqui, porque ele nos buscou, nos achando em inimizade para com ele, nos resgatou da morte, levando-nos para um lugar de bonança, de paz perfeita e eternal, assim como Adão e Eva experimentaram no Éden, antes da Queda, da revelião dos injustos contra o Criador.
-      Mas, mesmo tendo esperança no porvir, já presenciamos o refúgio, o porto seguro, o esconderijo, no qual o Senhor nos recolheu, acolheu, nos aguardou, e nos trata como filhos: Nele!
-      O nosso lugar está preparado, a nossa morada está pronta, e o Senhor, em sua graça e misericórdia e amor, nos guia e conduz, em verdade, para o lugar onde Cristo nos espera.
-      Onde, finalmente, o veremos face a face, para sua glória, no cumprimento das suas promessas, e para a nosso eterno gozo. 

domingo, 21 de agosto de 2016

Esboço de Pregação em Salmos 91.5-8: "Na morte ou na vida, não temas!"



Jorge Fernandes Isah



INTRODUÇÃO

- O Salmista continua a descrever as promessas de proteção divina; e prossegue: “Não terás medo do terror de noite”.

- A escuridão nos amedronta, em especial, o homem natural.

- Mas, por quê?

- Ora, porque ele não consegue ver, nem distinguir nada. Os perigos e ameaças podem tomá-lo de supetão, sem que os perceba.

- A escuridão traz consigo a suspeita, a insegurança, e a aflição.

- Muitos criminosos escolhem a noite para realizarem um delito; pela possibilidade de esconder-lhes a autoria, e surpreenderem as vítimas.

- Os perigos rondam por ela.

- Talvez, por isso, os filmes de terror e suspense abusem do ambiente noturno, por causa da sua atração maléfica.

- O mal se manifesta nas trevas, na escuridão, e a noite é o seu ambiente propício. Então, é natural que os homens temam a noite, e ela lhes traga ansiedade e preocupação.

- O homem mau procura as trevas, e nelas se escondem, para que os seus atos não sejam revelados pela luz.
JOÃO 3.19-21:

“E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.”

- O profeta João nos diz que Cristo é a luz, e ele é quem dissipa a escuridão, destruindo o mal.

 

NÃO TEMAS!

- As promessas de Deus vão muito além do que imaginamos possível, e do que a maioria pensa quando lê este Salmos. Ele não fez uma relação de situações nas quais seríamos protegidos, esquecendo-se de outra na qual estaríamos vulneráveis.

- Como metáforas, elas querem afirmar que, se estamos seguros nas mãos de Deus, não temeremos mal algum, porque estamos seguros.

- Como uma galinha recolhe a sua ninhada, Deus nos protegerá também das trevas, e, em especial, da escuridão da nossa alma natural. O homem, por causa da Queda (o pecado de Adão, que era o nosso representante, a cabeça), teve todos os aspectos da sua existência manchados e atingidos pelo pecado.

- O pecado levou o homem a ser autor e vítima de suas próprias mazelas.

- E a obra de Cristo foi nos libertar primeiramente do pecado (como a influência a nos mergulhar nas sombras, na escuridão total), depois de nós mesmos, o velho homem, fazendo-nos novo, e guiar-nos em seus passos santos e retos.

- E assim, seguros, a ordem é: não temer!

- E não temeremos, porque ele é a nossa fortaleza, o nosso esconderijo, o refúgio inexpugnável.

- Dessa forma, também nas lutas e batalhas do dia-a-dia, não seremos derrotados, pois não temeremos a seta, os dardos inflamados e venenosos do inimigo.

- O eleito estará sempre seguro no Senhor, seja na vida, seja na morte.

- Com isso, o salmista quer dizer que seremos indestrutíveis? Que nada nos afetará ou ferirá? Não haverá doenças, dores, sofrimentos, perseguições e morte?

- A garantia divina não é a de que seremos invencíveis ou indestrutíveis.

Mateus 10.28-31:

“E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos”

- Mais do que o sofrimento, as dores da vida, e a aflição momentânea, é a morte eterna.

- O pecado trouxe consigo dores e morte.

- Muitos de nós temos vários exemplos de livramentos, de sermos poupados em meio aos perigos. Eu mesmo vive várias situações em que estive em perigo de morte, acidentes, assaltos, e outras tantas situações de risco, e Deus, em sua providência, me poupou.

- Nada disso, contudo, se compara a algo muito pior e com consequências duradouras e letais: a morte espiritual. Por que já estamos mortos em nossos pecados e transgressões, somente Deus pode nos vivificar e nos fazer assentar nos lugares celestiais, em Cristo.

- Sem Cristo, não somos nada além do pecado. Como aquele hino do Cantor Cristão diz: “De pecados carregado...”. Esta é a nossa realidade antes de sermos chamados e capacitados por Deus a reconhecer Cristo como Senhor e Salvador. Antes éramos apenas inimigos; desprezando-o.

- E por ser vivificados, chamados, justificados e santificados, podemos ouvir as palavras do Senhor, aninhando-as em nosso coração, por meio da esperança viva de que ele a cumprirá: Não temas!


VÍTIMA DE SI MESMA

1 Pedro 5.10:

“E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus nos chamou à sua eterna glória, depois de havemos padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoe, confirme, fortifique e estabeleça”

- As aflições e lutas são constantes em nossas vidas. Assistimos e presenciamos as dores e sofrimentos alheios, além dos nossos.

- Vemos, ao nosso redor, as pessoas despedaçadas, afogadas, soterradas pelo mal, pelo pecado, vítimas de si mesmas (Isaias 59.2).

- Deus nos garante que, mesmo em meio as mais terríveis tribulações e catástrofes, estaremos seguros e protegidos em suas mãos.

JOÃO 17.15:

“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal”
- Se estamos no mundo, estamos sujeitos às vicissitudes do mundo.

- Mas o mal absoluto que é a separação, a inimizade, o desprezo, a Deus, dele o próprio Senhor nos livrará.

- Por isso, teremos paz (Jo 14.27, 16.33).

- E não mais seremos destruídos pelo mal que havia em nós, pois ele foi arrancando do nosso coração por Cristo, e de homens carnais fez-nos homens espirituais; pelo infinito amor com que nos amou.


NADA PODE NOS SEPARAR

Romanos 8.35, 38-39:

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?... Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”


- A pergunta que Paulo faz é retórica, mas verdadeira: Quem nos separará do amor de Cristo? Nada!

- Nem a peste, nem a multidão de pessoas caindo ao lado nos abalará.

- Porque a nossa segurança está no Senhor.

- Nem a morte, a separação eterna, nos alcançará, pois foi destruída e consumida pelo sangue de Cristo.

- Deus o prometeu, ele cumprirá. A esperança e certeza consiste em crer que nossas vidas estão seguras, seladas, vedadas, de todo o mal. Pois ele nos transportou para o seu lugar santo e seguro, para o esconderijo de onde não mais sairemos, e jamais nos aventuraremos pelo território maldito da rebeldia e transgressão (Rm 8.8-11).


CONCLUSÃO

Que Deus nos abençoe e fortaleça, a fim de resistirmos até o último momento, confiando sempre nele, em sua providência e preservação, seja na vida ou na morte, porque somos dele, e nada poderá nos arrebatar ou tirar das suas mãos, pois esta é a sua promessa, a qual cumprirá com cada um dos seus filhos, daqueles que são coerdeiros de Cristo, e alvos eternos do seu amor.

A Cristo toda honra e glória, para sempre!



Nota: Sermão ministrado no Tabernáculo Batista Bíblico, em 10/08/2016